<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rdf:RDF xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/186040">
<title>Núcleo de Estudos Contemporâneos de Literatura Italiana (NECLIT)</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/186040</link>
<description/>
<items>
<rdf:Seq>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/235359"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/235358"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/230751"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/230750"/>
</rdf:Seq>
</items>
<dc:date>2026-09-05T21:15:20Z</dc:date>
</channel>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/235359">
<title>No reverso do verso</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/235359</link>
<description>No reverso do verso
Peterle, Patricia; Carminati, Helena; Ghisi, Agnes
No reverso do verso traz dezenove ensaios que buscam trazer à luz algumas das operações que deixaram marcas, mas também foram além das fronteiras da cultura da literatura italiana. A partir de olhares diferenciados e transversais, a primeira parte deste volume conta com Mariana Ianelli, Helena Bressan Carminati, Cláudia Alves, Gesualdo Maffia, Gustavo Silveira Ribeiro, Prisca Agustoni, Elena Santi, Marco Carmello, Luiza Faccio e Yuri Brunello, ao lado de Rodrigo C. Guimarães e José Juliano M. dos Santos, que mostram a força e a centralidade da poesia italiana, que em alguns momentos é lida num enriquecedor diálogo através de outras latitudes. Primo Levi e Pier Paolo Pasolini ressoam nessas primeiras décadas do século XXI como necessárias e urgentes leituras, sobretudo nesse período pandêmico que vivemos. Giovanni Raboni, Vittorio Sereni e Fabio Franzin formam uma espécie de tríptico que fala sobre o trabalho na fábrica (ecos também da mecanicidade já mencionada). Fabio Pusterla e Enrico Testa representam vozes mais recentes e atuais, que tocam em questões do cotidiano, das relações e dos desconcertos vividos pelos seres humanos e não só. Num olhar praticamente inédito, a poética de Elsa Morante — e não sua prosa — vem esboçar uma atenção minuciosa à palavra, em diálogo com uma forma inovadora e única. Veronica Franco, por sua vez, permite um deslocamento para o que veio antes, com a retomada de uma voz do Renascimento, que ainda que distante temporalmente, nos permite respingar no presente.
</description>
<dc:date>2022-03-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/235358">
<title>Literatura e arte no pensamento italiano contemporâneo</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/235358</link>
<description>Literatura e arte no pensamento italiano contemporâneo
Santurbano, Patricia; Peterle, Patricia
</description>
<dc:date>2022-02-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/230751">
<title>O outro século XX: embates entre literatura e realismos na Itália</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/230751</link>
<description>O outro século XX: embates entre literatura e realismos na Itália
SANTURBANO, Andrea
Este livro reúne alguns ensaios sobre a literatura italiana do século XX, publicados no exterior ao longo dos últimos dez anos, traduzidos do italiano e, para esta ocasião, revisados e revisitados. A fim de superar o ostracismo do tempo, o qual, mesmo não sendo diluviano, tornou os textos para seu autor uma espécie de filhos esquecidos e irreconhecíveis, foi necessário lançar um novo olhar crítico, agora de fora, sobre eles, em busca do rizoma que os une. É mediante esse expediente que foi possível organizar com suposta coerência a matéria deste volume em torno de uma ideia de literatura de cunho não realista, marcada por uma série de questionamentos que envolvem conceitos como humanismo, historicismo e linguagem. Em suma, discute-se toda uma abordagem antropocêntrica na concepção da arte e da literatura, que encontra seu auge negativo no século passado.&#13;
O centro do debate é ocupado por autores pouco ou nada canônicos do panorama literário italiano no Brasil, em particular – mas não só – Alberto Savinio (1891-1952), Guido Morselli (1912- 1973) e Giorgio Manganelli (1922-1990). Como se verá, são eles escritores que fogem de uma caracterização nacional, assim como quebram as fronteiras dos gêneros literários, dialogando de várias formas com as vertentes mais avançadas do pensamento do século XX. O discurso, assim, abarca questões éticas e estéticas, tocando setores que vão da arte à política. Por isso, o que está em pauta é um outro século XX, uma parte sem dúvida menos conhecida e até surpreendente da cultura italiana do século passado.&#13;
Justamente por não serem autores e textos muito frequentados por aqui, cabe alertar que boa parte das narrativas e das citações críticas precisaram ser traduzidas nesta ocasião. Outro alerta diz respeito ao fato de que referências e informações sobre autores e obras vão se complementando (raramente repetindo-se) à medida que a leitura avança, motivo pelo qual se sugere que os artigos sejam lidos em sequência. Considerou-se, de fato, redundante apresentar difusamente, fora do contexto específico de cada ensaio, dados relativos à biobibliografia dos autores. Da mesma forma, o arcabouço teórico é muitas vezes retomado, retrabalhado, acrescido, até sob novos olhares, ao longo dos textos. Neste modo, o mosaico só pode se dizer completo no final – ainda que uma leitura instigante é a que sempre fica em aberto. Aliás, a impressão é a de que o tempo tenha acabado por devolver uma obra inesperadamente compacta, o branco entre os ensaios/capítulos não passando de pausas de um mesmo discurso, e os ensaios/capítulos de retomadas das mesmas obsessões.
</description>
<dc:date>2018-06-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/230750">
<title>A palavra esgarçada: pensamento e poesia em Giorgio Caproni</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/230750</link>
<description>A palavra esgarçada: pensamento e poesia em Giorgio Caproni
Peterle, Patricia
Neste livro estão reunidos alguns ensaios dedicados à poesia de Giorgio Caproni, um dos maiores poetas da literatura italiana da segunda metade do século XX, que aos poucos vem chegando e se aproximando do leitor brasileiro. Tal aproximação resulta da antologia A coisa perdida – Agamben comenta Caproni, publicada em 2011, com organização e tradução de Aurora F. Bernardini, que traz amostras significativas do percurso poético caproniano, transitando por todas as suas obras, e também da circulação dos textos do filósofo italiano Giorgio Agamben, amigo do poeta, os quais trazem citações e referências à poesia de Caproni. Os seis ensaios aqui reunidos, portanto, cada qual com seu enfoque específico, visam fazer circular essa poesia, abrindo-a para novos leitores e novos olhares.&#13;
O percurso pelos versos de Giorgio Caproni aqui proposto pode ser dividido em dois momentos. O primeiro tem como foco sua trajetória poética, da juventude à maturidade, a busca contínua por um “tom”, por uma escrita, por uma “língua” que parece sempre lhe escapar. A juventude, marcada por certa vitalidade, ainda que com cadências melancólicas, identificada nos primeiros livros, amadurece com e na dura experiência da guerra, vivenciada fisicamente como partigiano. Sem dúvida, esse momento, particular e coletivo, o marca, deixa rastros que serão indeléveis, inclusive nos últimos livros na década de 1980. A guerra, ou, melhor dizendo, a experiência que ela provoca, é lacerante, causa fraturas incuráveis e torna-se um elemento essencial, indo além do próprio acontecimento histórico, registrado nos poemas, sendo um exemplo, justamente, “1944”. A guerra “penetra nos ossos”, para lembrar&#13;
um verso caproniano. A aspereza, a brutalidade e a selvageria desse acontecimento – da esfera do indizível – penetram na própria existência do homem, transformando-se assim em elemento de leitura e reflexão do poeta. É das mazelas, dos destroços, das ruinas que pode vir o verso, ou seja, a poesia como um gesto ético de reflexão. O desmoronamento de algumas categorias, antes fundantes, é inevitável: a centralidade do eu, o questionamento do poder de representação da linguagem, as estruturas fechadas e mais tradicionais da própria poesia são só alguns exemplos dessa urdidura. Nessa linha, mesmo dialogando intensamente com a tradição poética italiana, Giorgio Caproni se abre para um verdadeiro diálogo profícuo com outras produções literárias e filosóficas do século XX.&#13;
O segundo momento adentra talvez numa esfera mais privada, a dos livros lidos, anotados e relidos. Caproni que lê outros livros, o leitor- poeta-leitor. Quando parte da biblioteca que pertenceu ao poeta vai se abrindo, algumas incursões passam a ser possíveis, como Hugo von Hofmannsthal, J. L. Borges, Vittorio Sereni, René Char, Eugenio Montale, e passíveis de serem vistas ao lado das atividades de crítico (as inúmeras resenhas publicadas ao longo da vida) e de tradutor. Para entender um pouco mais da figura desse leitor, mais do que especial, seguem-se, agora, os rastros concernentes à relação que vai sendo estabelecida, aos poucos, com dois poetas, Pier Paolo Pasolini e Antonio Machado. Não é uma mera coincidência o fato de o último ensaio ser dedicado aos contatos e contágios com o poeta espanhol, desdobrando assim para além das fronteiras italianas a poesia de Giorgio Caproni.&#13;
Dos seis ensaios aqui reunidos, o terceiro e o sexto são totalmente inéditos, sendo o último um desdobramento da conferência apresentada no evento “Giorgio, io e gli altri”, realizado na Universidad Complutense, em Madri, em outubro de 2015. Os demais ensaios, que já tinham sido publicados em periódicos nacionais e internacionais, sofreram agora modificações, cortes e integrações. Foram publicados: o primeiro, “A palavra esgarçada de Giorgio Caproni”, na Revista de Italianística, XXVII, 2014, p. 16-24; o segundo, “Movimento dos restos: encenações de Didi- Huberman e Giorgio Caproni”, in: M. B. R. Flores; P. Peterle (Org.), História e arte: herança, memória, patrimônio, São Paulo, Rafael Copetti Editor, 2014, v. 1, p. 163-183; o quarto, “Leituras, anotações, marcações: o ‘canteiro de obras’ de Giorgio Caproni”, em Manuscrítica, n. 31, 2016, 9&#13;
p. 83-89; o quinto, “Cartografie letterarie: Giorgio Caproni lettore e recensore”, Campi immaginabili, I-II, 2016, p. 329-345. Um agradecimento a todos aqueles que me acompanharam nesse percurso-vórtice pela poesia de G. Caproni. A Enrico Testa por ter me recebido na Università di Genova para a realização de Pós-doutorado (bolsa CAPES) em 2014, pelos ensinamentos e pela preciosa e sincera amizade. A Lucia Wataghin também pela amizade, troca intelectual e, sobretudo, pela conferência dedicada a Caproni, em 2007, na Faculdade de Ciências e Letras da UNESP-Assis. A Fabiana Assini, Luiza Faccio, Helena Bressan, Agnes Ghisi e Alencar Schueroff pelos diálogos e debates. Uma lembrança especial vai a A. Santurbano.&#13;
Por fim, um agradecimento às agências de fomento (CNPq, CAPES, FAPESC) que vem apoiando a pesquisa na área de italianística e, principalmente, de poesia italiana.
</description>
<dc:date>2018-06-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
</rdf:RDF>
