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<title>Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica</title>
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<updated>2026-10-17T18:15:36Z</updated>
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<title>Caminhar juntos: interculturalidade, ensino de química e conhecimentos guarani</title>
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<name>Pereira, Luely Miguel</name>
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<updated>2026-10-15T23:29:12Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Caminhar juntos: interculturalidade, ensino de química e conhecimentos guarani
Pereira, Luely Miguel
Este estudo apresenta ideias para a construção de uma educação em química que sirva ao Bem Viver, por meio de minhas percepções como uma professora de química não indígena em um diálogo intercultural com um professor de Ciências da Natureza Guarani Nhandeva. Nos inspiramos nos princípios da Investigação-Ação-Participativa (IAP) para a construção de diálogos interculturais, experimentando o hendu e o têhey como ferramentas metodológicas. A trajetória da pesquisa revela um processo de aprendizados e desaprendizados, no qual o foco inicial da pesquisa foi redirecionado para atender às demandas da comunidade por um ensino de química que sirva como ferramenta de luta, autonomia e acesso a direitos. Destacamos a importância de uma educação em Ciências da Natureza que esteja fundamentada em seus territórios, em práticas coletivas e comunitárias, promovendo relações com a natureza e o corpo como agente de conhecimento. Concluímos que o diálogo intercultural deve ter como fundamento o jaguata porã (caminhar junto) e propomos uma educação orientada ao Bem Viver, onde possamos aprender a escutar com o corpo e pisar leve. Esperamos, assim, contribuir para o fortalecimento de práticas educativas que reconheçam e incorporem conhecimentos dos povos indígenas, promovendo justiça cognitiva e caminhos para a descolonização do ensino de Ciências da Natureza, além de romper com o racismo epistêmico.; Abstract: This study presents ideas for the development of a chemistry education that serves Bem Viver (Good Living), based on my perspectives as a non-Indigenous chemistry teacher engaged in an intercultural dialogue with a Guarani Nhandeva Natural Sciences teacher. We draw on the principles of Participatory Action Research (PAR) to build intercultural dialogues, experimenting with hendu and têhey as methodological tools. The research trajectory reveals a process of learning and unlearning, in which the initial focus of the study was redirected to meet the community?s demands for a chemistry education that functions as a tool for struggle, autonomy, and access to rights. We emphasize the importance of a Natural Sciences education grounded in its territories, in collective and community-based practices, fostering relationships with nature and recognizing the body as an agent of knowledge. We conclude that intercultural dialogue must be grounded in jaguata porã (walking together), and we propose an education oriented toward Ben Viver, in which we may learn to listen with the body and tread lightly. In this way, we hope to contribute to strengthening educational practices that recognize and incorporate Indigenous knowledge, promoting cognitive justice and pathways toward the decolonization of Natural Sciences education, as well as breaking with epistemic racism.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>As redes sociais no ensino de biologia: o que os professores têm a dizer sobre vídeos curtos?</title>
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<name>Stolte, Rafaela Carla Kachel</name>
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<updated>2026-10-14T23:29:09Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">As redes sociais no ensino de biologia: o que os professores têm a dizer sobre vídeos curtos?
Stolte, Rafaela Carla Kachel
No contexto atual, a rede social TikTok apresenta, entre seus usuários, um expressivo público jovem, e os conteúdos que circulam na rede, os vídeos curtos, tratam dos mais diversos temas, desde música e humor até conteúdos científicos. Assim como em outras redes sociais, a checagem de fatos dos vídeos é dificultada, e os conteúdos entregues nem sempre são adequados ao público que os consome. No entanto, além do entretenimento, há maneiras de integrar a rede ao ensino, e algumas pesquisas na área da educação se dedicam a explorar seu potencial em atrair a participação, a criatividade e o protagonismo dos estudantes. Entendemos a necessidade de refletir e planejar novas tecnologias no contexto da educação, e percebemos a necessidade de uma educação midiática para que os sujeitos compreendam o uso das redes sociais para além do domínio de técnicas e ferramentas, desenvolvendo um pensamento crítico sobre os conteúdos que lhes são apresentados. Desta forma, questionamos como (e se) as redes sociais poderiam ser inseridas em práticas pedagógicas de forma a propiciar uma apropriação crítica e criativa para os sujeitos. Assumimos como objetivo investigar como professores percebem o uso de vídeos curtos no ensino de biologia, tendo em vista uma abordagem pedagógica crítica e criativa da tecnologia. Através da metodologia qualitativa de pesquisa-ação participativa analisamos coletivamente com professores da educação básica matriculados no Mestrado Profissional em Ensino de Biologia a presença da rede social e seu possível uso no ensino de biologia através da análise de vídeos curtos, comuns no TikTok. Além disso, trabalhamos conceitos da educação midiática com os participantes da pesquisa. Por meio da Análise de Conteúdo, percebemos nos professores participantes uma preocupação com a precisão conceitual e rigor científico dos conteúdos dos vídeos analisados. Diferentes aspectos, positivos e negativos, foram destacados, como a aproximação dos conteúdos à realidade dos estudantes e a superficialidade dos assuntos tratados nos conteúdos audiovisuais. No entanto, o uso das tecnologias citadas ainda são instrumentais e pouco avançam no sentido da autoria e produção de conteúdos, o que se deve em parte por conta do contexto educacional em que os professores estão inseridos.; Abstract: In the current context, the social media platform TikTok has a significant young user base, and the content circulating on the platform, like short videos, covers a wide range of topics, from music and humor to scientific content. As with other social media platforms, fact-checking videos is difficult, and the content delivered is not always appropriate for the audience consuming it. However, beyond entertainment, there are ways to integrate the platform into education, and some research in the field of education has been dedicated to exploring its potential to foster student participation, creativity, and protagonism. We understand the need to reflect on and plan for new technologies in the context of education, and we recognize the need for media literacy so that individuals can understand the use of social media beyond merely mastering techniques and tools, developing critical thinking about the content presented to them. Therefore, we question how social media could be incorporated into pedagogical practices in a way that fosters critical and creative appropriation for students. Our objective was to investigate how teachers perceive the use of short videos in biology education, with a view to a critical and creative pedagogical approach to technology. Using a qualitative, participatory action research methodology, we collaboratively analyzed the presence of social media platform and their potential use in biology teaching with basic education teachers enrolled in the Professional Master's Program in Biology Teaching. This analysis examined short videos commonly found on TikTok. Furthermore, we explored media literacy concepts with the research participants. We observed a concern among the participating teachers regarding the conceptual precision and scientific rigor of the content in the analyzed videos. Different positive and negative aspects were highlighted, such as the connection between the content and the students? reality, as well as the superficiality of the topics addressed in the audiovisual materials. However, the use of the technologies mentioned remains instrumental and shows limited progress toward authorship and content production, which is partly due to the educational context in which the teachers are inserted.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Território formativo: o Grupo de Educação Ambiental da Biologia (GEABio) da UFSC construindo identidades</title>
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<name>Castro, Bruno Guimarães Queiroz de</name>
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<updated>2026-10-02T17:05:34Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Território formativo: o Grupo de Educação Ambiental da Biologia (GEABio) da UFSC construindo identidades
Castro, Bruno Guimarães Queiroz de
Esta dissertação investiga o papel do Grupo de Estudos em Educação Ambiental da Biologia (GEABio), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na formação pessoal, acadêmica e profissional de educadoras e educadores ambientais. Partindo de uma escrita (auto)biográfica e narrativa, a pesquisa busca compreender como as experiências vividas no coletivo contribuíram para a constituição de identidades docentes, políticas e ambientais, em diálogo com a história do grupo e com diferentes vertentes da Educação Ambiental brasileira. O trabalho se ancora em referenciais da pesquisa narrativa e (auto)biográfica em educação, bem como em discussões da Educação Ambiental crítica e pós-crítica, considerando a formação como um processo atravessado por memórias, afetos, experiências, pertencimentos e práticas coletivas. Metodologicamente, foram mobilizadas narrativas escritas por antigas e atuais participantes do GEABio, apresentadas em sua integralidade e colocadas em diálogo com memórias do pesquisador, documentos do grupo e referenciais teóricos. Organizadas em ordem cronológica de participação no coletivo, as narrativas percorrem diferentes momentos da história do GEABio, evidenciando práticas como reuniões autogestionadas, mutirões, projetos de extensão, atividades na Horta Baudelaire, formações, intervenções artísticas e ações educativas em espaços formais e não formais. A análise permite compreender o GEABio como um território formativo singular, no qual a Educação Ambiental se constitui pela articulação entre agroecologia, política, afeto, autonomia, corresponsabilidade e experimentação. Ao final, a pesquisa reconhece que a participação no coletivo produziu marcas significativas nas trajetórias das pessoas envolvidas, contribuindo para a fabricação de educadoras e educadores ambientais comprometidos com práticas sensíveis, críticas, coletivas e transformadoras, além de compor um acúmulo teórico, histórico e afetivo para o próprio grupo.; This dissertation investigates the role of the Biology Environmental Education Study Group (GEABio), from the Federal University of Santa Catarina (UFSC), in the personal, academic, and professional formation of environmental educators. Through (auto)biographical and narrative writing, the research seeks to understand how the experiences lived within the collective contributed to the constitution of teaching, political, and environmental identities, in dialogue with the history of the group and with different strands of Brazilian Environmental Education. The study is grounded in references from narrative and (auto)biographical research in education, as well as in discussions on critical and post-critical Environmental Education, understanding formation as a process shaped by memories, affections, experiences, belongings, and collective practices. Methodologically, the research mobilized narratives written by former and current GEABio participants, presented in full and placed in dialogue with the researcher?s memories, documents from the group, and theoretical references. Organized chronologically according to each participant?s involvement in the collective, the narratives cover different moments in GEABio?s history, highlighting practices such as self-managed meetings, collective workdays, extension projects, activities at Horta Baudelaire, formative processes, artistic interventions, and educational actions in formal and non-formal spaces. The analysis allows GEABio to be understood as a singular formative territory, in which Environmental Education is constituted through the articulation of agroecology, politics, affection, autonomy, co-responsibility, and experimentation. In the end, the research recognizes that participation in the collective produced significant marks on the trajectories of those involved, contributing to the fabrication of environmental educators committed to sensitive, critical, collective, and transformative practices, while also composing a theoretical, historical, and affective archive for the group itself.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Desenvolvimento profissional docente em perspectiva decolonial: interfaces entre gênero, ensino de ciências e educação de jovens e adultos</title>
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<name>Felippe, Bárbara Colossi</name>
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<updated>2026-09-25T23:29:51Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Desenvolvimento profissional docente em perspectiva decolonial: interfaces entre gênero, ensino de ciências e educação de jovens e adultos
Felippe, Bárbara Colossi
Esta pesquisa se fundamenta na articulação entre ensino, pesquisa e extensão e tem como propósito principal investigar como um processo formativo orientado pela perspectiva decolonial, com ênfase nas relações de gênero, pode contribuir para o desenvolvimento profissional de professores de Ciências que atuam na Educação de Jovens e Adultos. A partir dessa investigação, a pesquisa se propõe a contribuir com reflexões acerca de práticas de ensino mais críticas e socialmente comprometidas com a realidade dos estudantes da modalidade. Nesse sentido, assume-se o papel social da universidade como promotora de transformação social, sendo a interação Universidade-Escola vista como espaço fértil para a formação de professores atuantes no enfrentamento de estruturas da colonialidade persistentes no âmbito da EJA. Esta investigação se inicia a partir da análise documental envolvendo as políticas curriculares educacionais voltadas para a Educação Básica do estado de Santa Catarina, a fim de identificar como essas normativas abordam as questões de gênero e suas interseccionalidades, considerando as tensões, contradições e ambivalências que atravessam sua formulação no contexto da educação científica e o fato de que suas orientações também alcançam a EJA. A partir dessa análise estruturou-se uma proposta de ação formativa fundamentada em pressupostos decoloniais, com foco em gênero. Participaram dessa ação de extensão professores e professoras da educação básica, prioritariamente da área das ciências naturais. Desses, 14 (catorze) integram o grupo de participantes da pesquisa. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, que combina diferentes instrumentos de construção de dados como entrevistas, questionários online, fóruns, conteúdos dos chats, gravação das discussões e materiais produzidos pelos participantes. Os resultados apontam que os professores participantes reconhecem os efeitos da colonialidade de gênero que incidem, tanto sobre os estudantes quanto sobre os docentes, e mobilizam a perspectiva decolonial para (re)pensar possibilidades didático-pedagógicas de abordagem das questões de gênero no ensino de Ciências na EJA. Essas possibilidades se situam no contexto do tensionamento entre as demandas formativas, os desafios percebidos no âmbito da EJA, as ações consideradas necessárias para a ressignificação do ensino de Ciências e as proposições de práticas educativas. Os resultados também apontam que os limites percebidos em relação ao desenvolvimento da ação formativa podem ser problematizados no sentido de subsidiar a proposição de estratégias formativas mais alinhadas às especificidades que atravessam professores e estudantes da EJA.; Abstract: This research is grounded in the articulation of teaching, research, and extension, and its main purpose is to investigate how a teacher education process informed by a decolonial perspective, with an emphasis on gender relations, can contribute to the professional development of Science teachers working in Youth and Adult Education (EJA). Based on this investigation, the study seeks to contribute to reflections on more critical teaching practices that are socially committed to the realities of students in this educational modality. In this sense, the research recognizes the social role of the university as an agent of social transformation and regards University-School interaction as a fertile space for the education of teachers engaged in confronting persistent structures of coloniality within EJA. The investigation begins with a documentary analysis of educational curricular policies aimed at Basic Education in the state of Santa Catarina, Brazil, in order to identify how these regulations address gender issues and their intersections, considering the tensions, contradictions, and ambivalences that permeate their formulation in the context of science education, as well as the fact that their guidelines also extend to EJA. Based on this analysis, a teacher education initiative grounded in decolonial assumptions and focused on gender was developed. Basic education teachers, primarily from the natural sciences, participated in this extension initiative, of whom 14 were research participants. This is a qualitative study that combines different data generation instruments, including interviews, online questionnaires, forums, chat content, recordings of discussions, and materials produced by the participants. The findings indicate that the participating teachers recognize the effects of gender coloniality on both students and teachers and mobilize a decolonial perspective to (re)think didactic and pedagogical possibilities for addressing gender issues in Science education within EJA. These possibilities emerge in the context of tensions among teacher education demands, challenges identified within EJA, actions considered necessary to re-signify Science education, and proposals for educational practices. The findings also indicate that the limitations identified in relation to the development of the teacher education initiative can be problematized in order to support the design of teacher education strategies that are more closely aligned with the specificities and challenges experienced by teachers and students in EJA.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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