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<title>Programa de Pós-Graduação em Enfermagem</title>
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<updated>2026-09-05T13:37:14Z</updated>
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<title>Análise da aplicabilidade do método pick up and put down na promoção do sono infantil</title>
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<name>Silva, Lenise Dutra da</name>
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<updated>2026-09-04T23:29:53Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Análise da aplicabilidade do método pick up and put down na promoção do sono infantil
Silva, Lenise Dutra da
Introdução: O sono é um processo fisiológico essencial e uma necessidade humana básica, crucial para o pleno desenvolvimento e o crescimento infantil. A ocorrência de problemas de sono na infância é frequente, sendo as intervenções comportamentais reconhecidas como a principal estratégia não farmacológica para sua resolução. Objetivo geral: analisar a aplicabilidade do método pick up and put down como intervenção comportamental na promoção do sono infantil. Metodologia: A pesquisa adotou um delineamento multimétodo, seguindo o referencial do Medical Research Council para o desenvolvimento e avaliação de intervenções complexas. O estudo concentrou-se na fase de desenvolvimento da intervenção, estruturada em três fases interconectadas: (1) revisão de escopo realizada com o objetivo de mapear as intervenções não farmacológicas disponíveis, os profissionais envolvidos e os instrumentos de avaliação do sono em lactentes, identificando lacunas na literatura; (2) estudo descritivo-exploratório, abordagem qualitativa que investigou as motivações, barreiras e facilitadores na implementação do método pick up and put down por consultores do sono; e (3) relatos de caso, aplicação prática do método pick up and put down em casos pediátricos, com o objetivo de identificar os desafios e os sucessos da intervenção. Resultados: Os resultados estão apresentados em sete manuscritos os quais demonstram a resolutividade e a natureza gentil do método pick up and put down. A revisão de escopo evidenciou que a abordagem educacional, frequentemente combinada com métodos comportamentais, é a mais utilizada, destacando a atuação do enfermeiro na implementação dessas intervenções. O estudo exploratório-descritivo e os relatos de caso reforçam que o sucesso da intervenção está intrinsecamente relacionado à adesão e consistência parental, bem como à disponibilidade emocional materna. O método pick up and put down foi caracterizado como uma intervenção comportamental resolutiva, capaz de aumentar a eficiência e duração do sono; promover a autonomia do sono infantil, mediante a diminuição de associações de sono dependentes; e consolidar a arquitetura do sono noturno e diurno. Considerações finais: A Tese alcançou seu propósito ao identificar que o método pick up and put down é uma intervenção comportamental gentil que melhora a duração e promove a autonomia do sono na criança. Atua como uma estratégia de baixo custo e alta replicabilidade, com potencial significativo para ser integrada em políticas públicas de saúde infantil e na prática da enfermagem. A Tese também destaca a formação da \"Enfermagem do Sono\" como área de atuação promissora. Sugere-se para futuras pesquisas a realização de estudos clínicos randomizados, a utilização de medidas objetivas de sono e a investigação do método em populações diversas.; Abstract: Introduction: Sleep is an essential physiological process and a basic human need, crucial for children?s full development and growth. Sleep problems are common in childhood, and behavioral interventions are recognized as the primary non-pharmacological strategy for addressing them. Objective: To analyze the applicability of the pick up and put down method as a behavioral intervention to promote sleep in children. Methodology: The study employed a multi-method design, following the Medical Research Council?s guidelines for the development and evaluation of complex interventions. The study focused on the intervention development phase, which was structured into three interconnected phases: (1) A scoping review conducted to identify available non-pharmacological interventions, the professionals involved, and sleep assessment tools for infants, with the aim of identifying gaps in the literature; (2) A descriptive-exploratory study using a qualitative approach that investigated the motivations, barriers, and facilitators in the implementation of the pick up and put down method by sleep consultants; and (3) case reports, practical application of the pick up and put down method in pediatric cases, with the aim of identifying the challenges and successes of the intervention. Results: The results are presented in seven papers that demonstrate the effectiveness and non-invasive nature of the pick up and put down method. The scope review revealed that the educational approach, often combined with behavioral methods, is the most widely used, highlighting the role of nurses in implementing these interventions. This exploratory-descriptive study and the case reports underscore that the success of the intervention is intrinsically linked to parental adherence and consistency, as well as to the mother?s emotional availability. The pick up and put down method has been described as an effective behavioral intervention capable of improving sleep quality and duration; promote children's sleep independence by reducing dependent sleep associations; and consolidate the structure of nighttime and daytime sleep. Final considerations: The thesis achieved its objective by demonstrating that the pick up and put down method is a gentle behavioral intervention that improves the duration of sleep and promotes sleep independence in children. It serves as a low-cost, highly scalable strategy with significant potential for integration into public health policies for children and nursing practice. The thesis also highlights the development of \"Sleep Nursing\" as a promising field. For future research, we suggest conducting randomized clinical trials, using objective measures of sleep, and investigating the method in diverse populations.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Evidências de validade das escalas ambiente de trabalho saudável de docentes e de estudantes na formação em enfermagem</title>
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<name>Bozzetti, Gabriela Pereira</name>
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<updated>2026-09-04T23:29:52Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Evidências de validade das escalas ambiente de trabalho saudável de docentes e de estudantes na formação em enfermagem
Bozzetti, Gabriela Pereira
Introdução: A Organização Mundial da Saúde define Ambientes de Trabalho Saudáveis como contextos em que trabalhadores e gestores atuam conjuntamente para promover saúde, segurança e bem-estar físico e mental. No contexto da formação em enfermagem, essa discussão ultrapassa o cenário assistencial e envolve as condições em que docentes e estudantes desenvolvem o processo ensino-aprendizagem, considerando aspectos físicos, psicossociais, organizacionais e institucionais que influenciam a saúde, a formação profissional e as relações de trabalho. Objetivo: Obter evidências de validade da estrutura interna de dois instrumentos destinados à avaliação dos Ambientes de Trabalho Saudáveis na formação em enfermagem: a Escala Ambiente de Trabalho Saudável de Docentes na Formação em Enfermagem (ATSD-Enf.) e a Escala Ambiente de Trabalho Saudável de Estudantes na Formação em Enfermagem (ATSE-Enf.). Método: Estudo metodológico, de abordagem quantitativa, voltado à validação psicométrica dos instrumentos. Participaram docentes e estudantes de cursos de graduação em enfermagem de instituições públicas brasileiras. Para avaliação da estrutura interna das escalas, utilizou-se Análise Fatorial Exploratória, visando identificar fatores latentes sem definição prévia. Foram analisados indicadores de adequação amostral, comunalidades, cargas fatoriais e consistência interna, subsidiando a definição dos modelos fatoriais e a interpretação teórico-conceitual dos fatores à luz do referencial dos Ambientes de Trabalho Saudáveis da Organização Mundial da Saúde e da Saúde do Trabalhador. Resultados: As análises evidenciaram estruturas fatoriais multidimensionais e teoricamente coerentes, permitindo interpretar os instrumentos como medidas complexas do construto Ambiente de Trabalho Saudável na formação em enfermagem. Os fatores identificados dialogaram com as áreas do modelo da Organização Mundial da Saúde, contemplando ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para a saúde pessoal e envolvimento institucional com a comunidade. Observou-se que a percepção de Ambientes de Trabalho Saudáveis resulta da integração entre condições estruturais, organização das atividades, relações interpessoais, reconhecimento institucional e articulação entre ensino e serviços de saúde. Os instrumentos apresentaram índices satisfatórios de consistência interna, sustentando evidências de validade e confiabilidade. Conclusão: As escalas ATSD-Enf. e ATSE-Enf. apresentaram propriedades psicométricas favoráveis, configurando-se como instrumentos válidos e confiáveis para avaliar Ambientes de Trabalho Saudáveis no contexto acadêmico da formação em enfermagem. Os resultados contribuem para o fortalecimento da produção científica na área e oferecem subsídios para diagnósticos institucionais, planejamento de intervenções e desenvolvimento de estratégias voltadas à promoção da saúde e do bemestar de docentes e estudantes.; Abstract: Introduction: The World Health Organization defines Healthy Work Environments as settings in which workers and managers collaborate to promote health, safety, and physical and mental well-being. In nursing education, this discussion extends beyond healthcare settings and encompasses the conditions under which faculty members and students develop the teaching-learning process, considering physical, psychosocial, organizational, and institutional aspects that influence health, professional training, and work relationships. Objective: To obtain evidence of internal structure validity for two instruments designed to assess Healthy Work Environments in nursing education: the Healthy Work Environment Scale for Faculty in Nursing Education (ATSD-Enf.) and the Healthy Work Environment Scale for Students in Nursing Education (ATSE-Enf.). Method: This is a methodological study with a quantitative approach focused on the psychometric validation of the instruments. Faculty members and undergraduate nursing students from Brazilian public institutions participated in the study. Exploratory Factor Analysis was performed to evaluate the internal structure of the scales, aiming to identify latent factors without prior definition. Sample adequacy indicators, communalities, factor loadings, and internal consistency measures were analyzed to support the definition of factorial models and the theoretical-conceptual interpretation of the factors, based on the World Health Organization framework for Healthy Work Environments and Worker?s Health. Results: The analyses revealed multidimensional and theoretically coherent factorial structures, allowing the instruments to be interpreted as complex measures of the Healthy Work Environment construct in nursing education. The identified factors were aligned with the World Health Organization model domains, including physical work environment, psychosocial work environment, personal health resources, and institutional involvement with the community. The perception of Healthy Work Environments was associated with the integration of structural conditions, organization of activities, interpersonal relationships, institutional recognition, and articulation between education and healthcare services. The instruments demonstrated satisfactory internal consistency indices, supporting evidence of validity and reliability. Conclusion: The ATSD-Enf. and ATSE-Enf. scales presented favorable psychometric properties, demonstrating validity and reliability for assessing Healthy Work Environments in the academic context of nursing education. The findings contribute to strengthening scientific knowledge in the field and provide support for institutional diagnoses, intervention planning, and the development of strategies aimed at promoting the health and well-being of faculty members and students.
Dissertação (mestrrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Promoção da saúde mental de crianças e adolescentes no quotidiano do Programa Saúde na Escola: imaginário de profissionais da saúde</title>
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<name>Silva, David Andrey da</name>
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<id>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275324</id>
<updated>2026-09-01T23:30:30Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Promoção da saúde mental de crianças e adolescentes no quotidiano do Programa Saúde na Escola: imaginário de profissionais da saúde
Silva, David Andrey da
Este estudo teve como objetivo compreender o imaginário dos profissionais da Saúde acerca do cotidiano das ações do Programa Saúde na Escola voltadas para a promoção da saúde mental das crianças e dos adolescentes. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, de caráter interpretativo, fundamentada na Sociologia Compreensiva e do Quotidiano de Michel Maffesoli. A pesquisa foi realizada em Centros de Saúde da Atenção Primária à Saúde com oito profissionais da saúde que atuam como articuladores do Programa Saúde na Escola em um município do Sul do Brasil. Realizou-se coleta de dados por meio de entrevista em profundidade, seguindo um roteiro semiestruturado, sendo registradas em gravação digital. As entrevistas foram transcritas com auxílio do software Vibe, após a transcrição foram inseridas e organizadas com o software Atlas.ti. Adotou-se o método de análise de conteúdo proposto por Bardin, sendo empregada a técnica de análise temática, emergindo dois grandes eixos temáticos, integrando suas respectivas categorias. O estudo foi realizado após sua aprovação pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Santa Catarina, sendo aprovado sob o parecer de nº 7.927.717. Os resultados desta pesquisa foram apresentados em dois manuscritos: o Manuscrito 1 - O cotidiano dos profissionais de saúde no Programa Saúde na Escola: encontros e desencontros com a saúde mental, abordou o grande eixo temático O cotidiano no Programa Saúde na Escola e a Saúde Mental no imaginário dos Profissionais de saúde integrando as seguintes categorias: O cotidiano dos profissionais de saúde e a saúde mental no Programa Saúde na Escola; Ações de promoção de saúde mental desenvolvidas no Programa Saúde na Escola pelas equipes de saúde; Planejamento das ações pelo Programa Saúde na Escola; Intersetorialidade e Interprofissionalidade em meio as ações de promoção de saúde mental desenvolvidas pelo Programa Saúde na Escola e; Manuscrito 2 - Promoção da saúde mental no cotidiano do Programa Saúde na Escola: imaginário dos profissionais da saúde, caracterizando o segundo grande eixo temático integrando as suas quatro categorias: Significados da Promoção da Saúde Mental para os profissionais de saúde articuladores do Programa Saúde na Escola; Limites vivenciados pelos profissionais de saúde frente a implementação de ações de Promoção da Saúde Mental pelo Programa Saúde na Escola; Potências das ações de Promoção de Saúde Mental pelo Programa Saúde na Escola; Melhorando e Potencializando a promoção à saúde mental no Programa Saúde na Escola. Considerações Finais: Os discursos revelam uma compreensão ampliada da promoção da saúde mental, voltada à prevenção de agravos e ao bem-estar, mas indicam que, no cotidiano dos serviços, a escassez de profissionais e a baixa capacitação alimentam, no imaginário profissional, sentimentos de insegurança que dificultam a efetivação das ações. No cotidiano escolar, observa-se ainda a intensificação do sofrimento psíquico infantojuvenil, relacionada a fatores escolares, sociais, familiares e à tecnossocialidade, exigindo respostas intersetoriais. Embora o Programa Saúde na Escola se destaque como estratégia relevante, fragilidades na articulação e no planejamento compartilhado entre serviços e setores de saúde e educação, especialmente, ainda limitam a integralidade do cuidado promotor da saúde.; Abstract: This study aimed to understand the imaginary of health professionals regarding the everyday actions of the School Health Program (Programa Saúde na Escola ? PSE) focused on promoting the mental health of children and adolescents. It is a qualitative study with an interpretative approach, grounded in Michel Maffesoli?s Comprehensive and Everyday Sociology. The research was conducted in Primary Health Care Centers with eight health professionals who act as PSE coordinators in a municipality in Southern Brazil. Data were collected through in-depth interviews guided by a semi-structured script and digitally recorded. The interviews were transcribed using Vibe software and subsequently organized in Atlas.ti. Content analysis, as proposed by Bardin, was adopted, employing thematic analysis, from which two major thematic axes emerged, each comprising its respective categories. The study was conducted following approval by the Research Ethics Committee of the Federal University of Santa Catarina (Opinion No. 7,927,717). The findings were presented in two manuscripts. Manuscript 1?The Everyday Work of Health Professionals in the School Health Program: Encounters and Mismatches with Mental Health: addressed the major thematic axis ?Everyday Life in the School Health Program and Mental Health in the Imaginary of Health Professionals,? integrating the following categories: the everyday work of health professionals and mental health in the PSE; mental health promotion actions developed by health teams within the PSE; planning of actions within the PSE; and intersectorality and interprofessionality in the context of mental health promotion actions developed by the PSE. Manuscript 2?Mental Health Promotion in the Everyday Context of the School Health Program: The Imaginary of Health Professionals: corresponded to the second major thematic axis and comprised four categories: meanings attributed to mental health promotion by health professionals coordinating the PSE; limitations experienced in implementing mental health promotion actions within the PSE; strengths of mental health promotion actions within the PSE; and strategies for improving and strengthening mental health promotion within the PSE. Final Considerations: The findings reveal an expanded understanding of mental health promotion, oriented toward prevention and well-being. However, in everyday practice, shortages of professionals and limited training foster feelings of insecurity within the professional imaginary, hindering the effective implementation of actions. In the school context, an intensification of psychological distress among children and adolescents was also observed, associated with school-related, social, familial, and technosocial factors, thereby requiring intersectoral responses. Although the School Health Program stands out as a relevant strategy, weaknesses in coordination and shared planning between health and education sectors continue to limit the comprehensiveness of health-promoting care.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Cultura de segurança do paciente na atenção primária à saúde no Amazonas - AM</title>
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<name>Costa, Gezebel Vasconcelos da</name>
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<updated>2026-09-01T23:30:26Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Cultura de segurança do paciente na atenção primária à saúde no Amazonas - AM
Costa, Gezebel Vasconcelos da
Introdução: Segundo o Relatório Global de Segurança do Paciente (2024), aproximadamente 40% dos pacientes atendidos na atenção primária estão potencialmente sujeitos a danos, em decorrência de eventos adversos. Com isso, esse projeto investiga a cultura de segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde nos municípios de Manaus e Coari, ambos localizados no estado do Amazonas. Objetivo geral: Analisar a cultura de segurança do paciente na atenção primária à saúde em municípios do Amazonas. Os objetivos específicos foram: mensurar o clima de segurança do paciente percebido pelos profissionais da equipe de saúde por meio do questionário Medical Office Survey on Patient Safety Culture; comparar os escores das dimensões do questionário com as variáveis sociodemográficas; elencar temas prioritários para a segurança do paciente com base nos resultados dos domínios do questionário sobre cultura de segurança. Método: O delineamento da pesquisa foi quantitativo, transversal, analítico do tipo survey, com base no instrumento Medical Office Survey on Patient Safety Culture. Foi desenvolvida em duas unidades básicas de saúde, sendo uma de um município ribeirinho (A) e a outra da capital do Amazonas (B). A coleta de dados ocorreu via formulário online no período de setembro a novembro de 2025, cujos participantes compreenderam a equipe pertencente aos serviços. A análise descritiva dos dados seguiu o cálculo de frequência de resposta dos itens e média das dimensões do instrumento, sendo estas classificadas como fortes, intermediárias ou fracas. O teste Alfa de Cronbach avaliou a consistência interna e o teste de Kruskal-Wallis a comparação entre as variáveis. A pesquisa seguiu os preceitos éticos preconizados. Resultados: A unidade A demonstrou que a maioria dos 25 participantes foram mulheres (72%), com idade entre 36 a 45 anos (44%), com menos de 3 anos no serviço (32%), cumprindo carga horária de 33 a 40 horas semanais (44%). Entre as 12 dimensões do questionário, três foram classificadas como fortes, oito intermediárias e uma fraca. Em relação à unidade B, a maioria dos 42 participantes foram mulheres (73,8%), com idade entre 46 e 55 anos (47,6%), ensino superior completo (33,3%), técnicos de enfermagem (52,4%), com tempo de atuação entre três e seis anos (35,7%), cumprindo carga horária de 33 a 40 horas semanais (59,5%). Entre as 12 dimensões do questionário, três foram classificadas como fortes, oito intermediárias e uma fraca. Na avaliação global da qualidade de cuidados de saúde na unidade A e B, a classificação ?Bom? apresentou a maior frequência (46%) e (42,9%), respectivamente. O tempo de serviço apresentou influência estatisticamente significativa na percepção da cultura de segurança na unidade A e na unidade B, assim como as variáveis escolaridade e categoria profissional. Conclusão: Em ambas as unidades básicas de saúde a cultura de segurança do paciente foi classificada como intermediária. As dimensões fortes em ambas as unidades foram Trabalho em Equipe, Aprendizagem Organizacional e Acompanhamento e Cuidado do Paciente. Na unidade B, acrescenta-se a dimensão Percepção Geral de Segurança do Paciente e Qualidade. Nas unidades A e B, a dimensão classificada como fraca foi Pressão e Ritmo de Trabalho. Constatou-se potencial para consolidar uma cultura de segurança forte, mediante ações estruturantes que reduzam a sobrecarga e reforcem rotinas de comunicação efetiva, aprendizagem e gerenciamento de riscos, por meio de intervenções organizacionais que assegurem melhores condições de trabalho e valorização das equipes.; Abstract: Introduction: According to the Global Patient Safety Report (2024), approximately 40% of patients receiving primary care are at risk of harm due to adverse events. Consequently, this project investigates the patient safety culture in primary health care in the municipalities of Manaus and Coari, both located in the state of Amazonas. General objective: To analyze the patient safety culture in primary health care in municipalities of Amazonas. The specific objectives were: to measure the patient safety climate as perceived by healthcare team professionals using the Medical Office Survey on Patient Safety Culture; to compare the scores of the questionnaire?s dimensions with sociodemographic variables; to list priority themes for patient safety based on the results of the questionnaire?s domains on safety culture. Method: The study design was quantitative, cross-sectional, and analytical (survey-based), using the Medical Office Survey on Patient Safety Culture. It was conducted in two primary health care units, one in a riverside municipality (A) and the other in the capital of Amazonas (B). Data collection took place via an online form from September to November 2025, with participants comprising the staff of the respective units. Descriptive data analysis involved calculating the frequency of responses to the items and the mean scores for the instrument?s dimensions, which were classified as strong, intermediate, or weak. Cronbach?s alpha was used to assess internal consistency, and the Kruskal-Wallis test was used to compare the variables. The study adhered to established ethical guidelines. Results: Unit A showed that the majority of the 25 participants were women (72%), aged 36 to 45 years (44%), with less than 3 years of service (32%), working 33 to 40 hours per week (44%). Among the 12 dimensions of the questionnaire, three were classified as strong, eight as moderate, and one as weak. Regarding Unit B, the majority of the 42 participants were women (73.8%), aged between 46 and 55 years (47.6%), with a college degree (33.3%), nursing technicians (52.4%), with three to six years of experience (35.7%), working 33 to 40 hours per week (59.5%). Among the 12 dimensions of the questionnaire, three were classified as strong, eight as moderate, and one as weak. In the overall assessment of the quality of healthcare in Units A and B, the ?Good? rating was the most frequent (46%) and (42.9%), respectively. Length of service had a statistically significant influence on the perception of safety culture in Unit A and Unit B, as did the variables of educational level and professional category. Conclusion: In both primary health care units, the patient safety culture was classified as moderate. The strong dimensions in both units were Teamwork, Organizational Learning, and Patient Monitoring and Care. In Unit B, the dimensions General Perception of Patient Safety and Quality were also strong. In Units A and B, the dimension classified as weak was Work Pressure and Pace. Potential was identified to consolidate a strong safety culture through structural measures that reduce workload and reinforce routines of effective communication, learning, and risk management, via organizational interventions that ensure better working conditions and team recognition.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2026.
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