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<title>Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos</title>
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<updated>2026-09-06T08:28:48Z</updated>
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<title>Desenvolvimento de materiais funcionais com micro/nanopartículas de poliestireno reciclado</title>
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<name>Gnecco, Júlia</name>
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<updated>2026-09-04T14:52:58Z</updated>
<published>2026-09-04T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Desenvolvimento de materiais funcionais com micro/nanopartículas de poliestireno reciclado
Gnecco, Júlia
O poliestireno expandido (EPS) é um material polimérico amplamente utilizado devido à sua baixa densidade, propriedades de isolamento térmico, capacidade de amortecimento e versatilidade de aplicação, sendo empregado principalmente em embalagens, construção civil e sistemas de proteção de produtos. Entretanto, seu elevado volume e baixa densidade dificultam o transporte, armazenamento e destinação adequada após o uso, reforçando a necessidade de alternativas para seu reaproveitamento e valorização. Entre essas possibilidades, destaca-se sua utilização na formulação de revestimentos, como primers, que atuam na preparação e proteção de substratos e cujas propriedades podem ser influenciadas pela substituição da resina convencional por material reciclado. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi obter partículas a partir de resíduos de EPS utilizando metodologia descrita na literatura, bem como desenvolver e avaliar primers automotivos modificados com diferentes concentrações dessas partículas. O processo de reciclagem foi baseado na solubilização do polímero em solvente, seguida de precipitação em cossolvente, possibilitando a obtenção de partículas de EPS com distribuição de tamanho heterogênea, abrangendo a faixa nanométrica a submicrométrica. Por meio da análise dos grupos funcionais, confirmou-se que o processo de reciclagem preservou a estrutura química fundamental do polímero, sem evidências de alterações significativas em sua composição química. A partir disso, foram avaliadas uma formulação padrão e três formulações modificadas, denominadas EPS20, EPS35 e EPS50, correspondentes a 20%, 35% e 50% de substituição da resina original, respectivamente. Os resultados mostraram que a incorporação do material reciclado promoveu alterações nas propriedades das formulações, sendo mais pronunciadas com o aumento do teor de substituição. A formulação contendo 20% de EPS reciclado apresentou o melhor equilíbrio entre as propriedades avaliadas, mantendo desempenho próximo ao primer padrão. A formulação com 35% apresentou potencial de aplicação, porém com redução da aderência, enquanto a formulação com 50% apresentou separação de fases, maior dificuldade de lixamento e baixa aderência. Dessa forma, os resultados indicam que a utilização de 20% de EPS reciclado é a condição mais promissora entre as avaliadas, demonstrando potencial para o reaproveitamento de resíduos poliméricos na produção de materiais destinados ao setor de revestimentos.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-09-04T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Desperdício à Inovação: Secagem Rápida e Sustentável da Polpa de Jambolão via Cast-Tape Drying.</title>
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<name>De Souza, Fernando Ribeiro</name>
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<updated>2026-09-03T10:22:06Z</updated>
<published>2026-09-02T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Desperdício à Inovação: Secagem Rápida e Sustentável da Polpa de Jambolão via Cast-Tape Drying.
De Souza, Fernando Ribeiro
O presente trabalho teve como objetivo avaliar a cinética de secagem da polpa de jambolão, uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) com alto potencial agroindustrial e rica em antioxidantes, utilizando o método Cast-Tape Drying (CTD). A técnica foi escolhida por ser rápida e operar em temperaturas moderadas, visando a redução da umidade do fruto e o prolongamento de sua vida útil com o mínimo de degradação nutricional. Na metodologia, a polpa apresentou pH de 2,9 e 12 °Brix. O processo de secagem foi realizado em triplicata utilizando 60 g de polpa homogeneizada, espalhada com abertura de 1,50 mm. Foram testadas duas temperaturas operacionais inovadoras para o equipamento: 70 ºC e 80 ºC, com coleta de alíquotas a cada 2 minutos e determinação da umidade em estufa a vácuo (70 °C por 24h). Os resultados indicaram alta eficiência do método: a secagem a 70 ºC foi concluída em 35 minutos, enquanto a 80 ºC levou apenas 16 minutos. Houve uma redução drástica no teor de umidade, que passou de 88,4% (inicial) para 5,74% (final). Conclui-se que o método CTD foi capaz de gerar um produto seco em forma de filme, com baixa atividade de água e elevada estabilidade química e microbiológica. O trabalho entrega curvas de secagem inéditas para o equipamento operando abaixo de 98 ºC e comprova a viabilidade técnica de transformar o jambolão, um fruto hoje negligenciado, em uma matéria-prima estável para a indústria de alimentos e cosméticos, demandando agora análises complementares sobre a degradação térmica de suas antocianinas.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-02T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Síntese de nanocarreadores poliméricos de fonte renovável para aplicações agrícolas</title>
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<name>Eickhoff, Beatriz Pasqualotto</name>
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<updated>2026-09-01T13:13:10Z</updated>
<published>2026-09-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Síntese de nanocarreadores poliméricos de fonte renovável para aplicações agrícolas
Eickhoff, Beatriz Pasqualotto
O uso de fungicidas é uma importante estratégia para o controle de doenças fúngicas na agricultura. Entretanto, características físico-químicas dos ingredientes ativos e condições ambientais podem influenciar seu comportamento após a aplicação. Nesse contexto, sistemas nanoparticulados têm sido estudados para o carreamento de ingredientes ativos, podendo favorecer a incorporação de compostos pouco solúveis em água, protegê-los contra processos de degradação e modificar seu perfil de liberação. O presente trabalho teve como objetivo a síntese e caracterização de nanopartículas poliméricas de fonte renovável para a encapsulação do fungicida tebuconazol (TEB). O monômero MEU foi sintetizado pela esterificação enzimática do ácido 10-undecenoico, derivado do óleo de rícino, com 2-hidroxietil metacrilato (HEMA), utilizando Novozym 435 como biocatalisador, resultando em rendimento gravimétrico de 69 % após a purificação. As nanopartículas foram sintetizadas via fotopolimerização tiol-eno em miniemulsão, utilizando MEU, 3,6-dioxa-1,8-octanoditiol (EDDET) e 2,2-dimetoxi-2-fenilacetofenona (DMPA). Foram obtidas formulações com e sem TEB, apresentando partículas inferiores a 230 nm, distribuição de tamanho estreita (PDI &lt; 0,2) e teor de gel próximo a 80 %. A formulação contendo TEB apresentou eficiência de encapsulação de aproximadamente 99 %. No estudo de liberação in vitro, realizado em solução de SDS 0,5 % a 37 °C, observou-se liberação inicial de aproximadamente 25 % do TEB. A resistência à lixiviação foi avaliada em lâmina de vidro e em folhas de limoeiro e de mamoeiro, sendo observada a permanência da formulação nas superfícies após a simulação de chuva. A toxicidade foi avaliada pelo crescimento radicular de cebolas, utilizando água deionizada e sulfato de cobre como controles negativo e positivo, respectivamente. A formulação apresentou inibição do crescimento radicular de aproximadamente 68 %, inferior à observada para o controle positivo. Os resultados demonstram a obtenção de nanopartículas poliméricas de fonte renovável capazes de encapsular o TEB com elevada eficiência, apresentando retenção do ingrediente ativo durante o período de liberação avaliado e resistência à lixiviação, indicando o potencial do sistema para aplicações agrícolas.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-09-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Produção de Biofloculantes a partir de Resíduos Industriais para Tratamento de Efluentes</title>
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<name>Manoel, Sofia de Espindola</name>
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<updated>2026-08-31T20:45:33Z</updated>
<published>2026-08-31T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Produção de Biofloculantes a partir de Resíduos Industriais para Tratamento de Efluentes
Manoel, Sofia de Espindola
Nas últimas décadas, o aumento da geração de efluentes industriais tem intensificado a &#13;
busca por tecnologias de tratamento mais eficientes e ambientalmente sustentáveis. &#13;
Nesse contexto, os biofloculantes destacam-se como uma alternativa promissora aos &#13;
floculantes químicos convencionais devido à sua origem biológica e ao potencial de &#13;
reduzir impactos ambientais. Este trabalho teve como objetivo avaliar a obtenção de um &#13;
biofloculante a partir da biomassa da microalga Chlorella vulgaris por meio de hidrólise &#13;
alcalina e investigar sua aplicação em processos de floculação. A extração do &#13;
biofloculante foi realizada utilizando diferentes condições de hidrólise, variando a &#13;
concentração de hidróxido de sódio, a temperatura e a quantidade de biomassa. Os &#13;
resultados demonstraram que concentrações mais elevadas de agente alcalino e maior &#13;
disponibilidade de biomassa favoreceram a liberação dos compostos biofloculantes, &#13;
permitindo a conversão de aproximadamente 70% da biomassa inicial em material &#13;
floculante. As análises de caracterização indicaram que o produto obtido é constituído &#13;
principalmente por proteínas, contendo grupos funcionais capazes de promover a &#13;
agregação de partículas em suspensão. Nos ensaios de aplicação, o biofloculante &#13;
apresentou elevada eficiência na remoção de corantes reativos, alcançando remoções &#13;
superiores a 80% em condições ácidas. Os resultados também indicaram que os &#13;
principais mecanismos envolvidos na floculação estão relacionados à neutralização de &#13;
cargas superficiais e à formação do efeito “bridging” entre partículas. Dessa forma, o &#13;
estudo demonstrou o potencial da biomassa de Chlorella vulgaris como fonte de &#13;
biofloculantes para o tratamento de efluentes, contribuindo para o aproveitamento &#13;
sustentável de resíduos biológicos e para o desenvolvimento de processos alinhados aos &#13;
princípios da economia circular.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-08-31T00:00:00Z</dc:date>
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