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<title>Araranguá - Departamento de Ciências Médicas</title>
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<title>Além da doença: o impacto silencioso de condições crônicas na saúde mental dos idosos.</title>
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<name>Reis, Júlia Cardoso dos</name>
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<name>Giehl, Maruí Weber Corseuil</name>
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<updated>2025-09-08T19:22:05Z</updated>
<published>2025-09-07T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Além da doença: o impacto silencioso de condições crônicas na saúde mental dos idosos.
Reis, Júlia Cardoso dos; Giehl, Maruí Weber Corseuil
Introdução:&#13;
O envelhecimento populacional no Brasil tem aumentado a prevalência de doenças crônicas e seus impactos na qualidade de vida. Condições cardiometabólicas e osteomusculares estão entre as principais causas de incapacidade e podem se associar a sintomas depressivos, agravando o curso clínico e comprometendo a saúde mental dos idosos. O objetivo do estudo foi investigar a associação entre doenças crônicas cardiometabólicas e osteomusculares e a presença de sintomas depressivos em idosos brasileiros.&#13;
Métodos:&#13;
Estudo transversal analítico com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2019). Foram incluídos 22.726 indivíduos com 60 anos ou mais. Sintomas depressivos foram avaliados pelo PHQ-9 (ponto de corte ≥10). As doenças crônicas foram autorreferidas, agrupadas em cardiometabólicas (hipertensão, diabetes, dislipidemia, doenças cardíacas e AVC) e osteomusculares (artrite/reumatismo, problemas de coluna, DORT). As associações foram estimadas por regressão logística, ajustadas por fatores sociodemográficos e de saúde, considerando pesos amostrais.&#13;
Resultados:&#13;
A prevalência de sintomas depressivos foi de 10,7% (IC95%: 10,0–11,5). Idosos com colesterol elevado (OR=1,64; IC95%: 1,40–1,92), doença cardíaca (OR=2,12; IC95%: 1,76–2,55) e AVC (OR=2,09; IC95%: 1,65–2,64) apresentaram maior chance de sintomas depressivos. Multimorbidade cardiometabólica também se associou ao desfecho (OR=1,70; IC95%: 1,48–1,97). Entre as doenças osteomusculares, problemas de coluna (OR=1,76; IC95%: 1,50–2,05), artrite/reumatismo (OR=1,86; IC95%: 1,57–2,20), DORT (OR=2,48; IC95%: 1,60–3,84) e multimorbidade osteomuscular (OR=2,18; IC95%: 1,79–2,66) mantiveram associações significativas.&#13;
Conclusão:&#13;
Doenças crônicas, especialmente as osteomusculares, estiveram fortemente associadas a sintomas depressivos em idosos. A coexistência de múltiplas condições e a presença de dor e limitação funcional reforçam a necessidade de estratégias integradas de cuidado que incluam a avaliação da saúde mental no manejo da multimorbidade.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências e Tecnologia.&#13;
Departamento de Ciências Médicas.
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<dc:date>2025-09-07T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O processo formativo na educação médica: um estudo à luz das humanidades médicas</title>
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<name>Eckert, Giovana Laís</name>
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<name>Garcia Jr., Carlos Alberto Severo</name>
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<updated>2025-09-05T23:56:51Z</updated>
<published>2025-09-05T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O processo formativo na educação médica: um estudo à luz das humanidades médicas
Eckert, Giovana Laís; Garcia Jr., Carlos Alberto Severo
A formação médica tradicional, centrada em disciplinas biológicas e fragmentadas, revela-se limitada para intervir com a complexidade do processo saúde-doença em sua dimensão biopsicossocial. Nesse contexto, as Humanidades Médicas configuram-se como eixo essencial, ao integrarem ética, ciências sociais e comunicação, contribuindo para práticas mais críticas e humanizadas. O curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - Campus Araranguá, estruturado em módulos integradores, contempla o componente de Habilidades e Humanidades, voltado ao desenvolvimento da autonomia, reflexão crítica e compromisso ético dos estudantes. Este projeto buscou analisar o processo formativo em humanidades médicas dos alunos de Medicina da UFSC-Araranguá e suas contribuições para o cuidado integral do indivíduo. De natureza qualitativa e aprovado pelo Comitê de Ética (parecer 7.049.420, CAAE: 79679524.8.0000.0121), o estudo desenvolveu três frentes investigativas: (1) análise de portfólios de alunos da 2ª fase do curso, com foco em experiências de mentoring com pessoas idosas, avaliados pela técnica de análise de conteúdo; (2) entrevistas semiestruturadas com internos de Ginecologia e Obstetrícia, interpretadas por meio da análise de conteúdo temática; e (3) revisão de escopo, orientada pelo PRISMA-ScR, sobre a incorporação da inteligência artificial (IA) na educação médica, com análise temática. Os achados demonstraram que o mentoring com idosos promoveu a inserção na realidade comunitária, revelando as singularidades do envelhecimento em diferentes contextos sociais, de saúde e emocionais, configurando-se como estratégia pedagógica para desenvolver empatia, escuta ativa e comunicação. Na etapa final da formação, a análise do internato evidenciou que, embora os estudantes reconheçam a relevância da ética e da humanização, a prática permanece atrelada a protocolos rígidos, coexistindo experiências de cuidado sensível com episódios de violência, apontando para a necessidade de maior integração entre teoria ética e prática assistencial. Já a revisão de escopo apontou avanços no uso da IA em simulações clínicas e apoio à decisão, mas ressaltou que sua aplicação deve ser complementar ao processo de ensino-aprendizagem e à prática clínica. Nesse sentido, sua integração à formação médica exige além do domínio técnico, a reflexão ética e humanística. Todos os eixos resultaram em artigos submetidos a periódicos científicos. A pesquisa reafirma que a integração das Humanidades Médicas é fundamental para formar profissionais críticos, éticos e sensíveis, capazes de articular competências técnicas e humanísticas. Apesar de avanços, desafios estruturais ainda limitam a plena humanização do cuidado, exigindo institucionalização contínua dessas práticas. Em síntese, a valorização das Humanidades Médicas mostra-se estratégica para qualificar a prática clínica e formar médicos aptos a lidar com o cuidado em saúde de maneira técnica, social, cultural e ética.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Campus Araranguá Departamento de Ciências Médicas
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<dc:date>2025-09-05T00:00:00Z</dc:date>
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