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<title>Departamento de Análises Clínicas</title>
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<updated>2026-05-31T15:40:47Z</updated>
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<title>Aplicação de um nanocarreador de RNAs de interferência (siRNA) contra a enzima glicogênio fosforilase para o tratamento da ceratite amebiana</title>
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<name>Hauptli, Higor</name>
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<updated>2021-08-23T12:22:03Z</updated>
<published>2021-08-22T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Aplicação de um nanocarreador de RNAs de interferência (siRNA) contra a enzima glicogênio fosforilase para o tratamento da ceratite amebiana
Hauptli, Higor
A ceratite amebiana (CA) é uma infecção da córnea grave, causada por amebas de vida livre do gênero Acanthamoeba. A maioria dos casos são associados a usuários de lentes de contato e ao uso inadequado e má higiene das lentes e estojos de lente de contato. O trofozoíto é a forma ativa da ameba, que causa a infecção e o cisto é a forma de latência, de resistência. Os tratamentos atuais dependem da combinação de gluconato de clorexidina, isotionato de propamidina e poliaxametileno biguanida, porém são inespecíficos e inerentemente tóxicos. Atualmente são utilizadas formulações oftálmicas que visam a inativação dos cistos e trofozoítos de Acanthamoeba spp., mas são pouco efetivos contra os cistos, que levam a recorrência da infecção na maioria dos casos e prolongamento do tratamento. A enzima glicogênio fosforilase está envolvida na cascata de encistamento de Acanthamoeba spp., e a busca de inibidores da via de síntese dessa enzima, poderá impedir o encistamento das formas trofozoíiticas, que são mais suscetíveis a ação de fármacos. O presente trabalho teve por objetivo a aplicação de um sistema nanocarreador de pequenos RNAs de interferência (siRNA) para o silenciamento da glicogênio fosforilase no controle do encistamento de Acanthamoeba castellanii. Foram preparadas por emulsificação espontânea nanopartículas lipídicas, composta por 70% triglicerídeos de cadeia média (Mygliol 812N) e 30% de L-α-phosphatidylcholine (Egg, Chicken Avanti®. A captação das nanopartículas internalizadas por trofozoítos foi observada por microscopia confocal. Os ensaios de atividade biológica foram realizados com a cepa Acanthamoeba castellanii (ATCC 50492). Os trofozoítos foram incubados com formulações com e sem siRNA em meio PYG e em meio de indução de encistamento (NEM) por 24, 48 e 96 horas, seguido de avaliação da viabilidade dos trofozoítos pelo ensaio do Alamar Blue® e contagem de cistos completos em hemocitômetro. A citotoxicidade da formulação foi avaliada utilizando células da córnea de coelho (SIRC ATCC ® – CCL 60). Os trofozoítos tratados com as formulações nanocarreadoras de siRNA foram submetidos a avaliação do grau de silenciamento gênico pela expressão do mRNA por PCR em tempo real. Os ensaios de microscopia confocal permitiram observar o sucesso no carreamento e internalização do nanocarreador de siRNA para o interior dos trofozoítos e localização no endossoma.  Pelo ensaio do Alamar Blue® durante o período de tratamento dos trofozoítos por 24 horas, houve uma diminuição de 32% dos trofozoítos tratados com a nanoemulsão NE_glico quando comparada aos controles (CN e Mock). Foi avaliado o encistamento de trofozoítos após a incubação com nanoemulsão lipídica contendo siRNAs e observou-se a diminuição de até 31% na formação dos cistos após o tratamento com as formulações Naked_Glico e diminuição de 13% quando tratado com nanoemulsão NE_Glico por contagem de hemocitômetro. O sistema nanocarreador foi avaliado quanto ao perfil de citotoxicidade frente as células de córnea, que demonstrou baixo potencial citotóxico, com viabilidade celular &gt;90%. A avaliação do grau de expressão gênica, feita através do método de qtPCR pode-se observar que quando comparado ao controle, houve diminuição de 36% para NK_glico e 20% para NE_glico. A aplicação de sistemas nanocarreador de pequenos RNAs de interferência avaliado mostrou-se efetivo para a incorporação do siRNA e silenciamento gênico e com baixo potencial citotóxico, apresentando-se promissor para aplicação de terapia gênica em casos de ceratite amebiana.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências da Saúde&#13;
Nome do Departamento de Análises Clínicas
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<dc:date>2021-08-22T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Avaliação da viabilidade celular de Neisseria gonorrhoeae sob diferentes condições de transporte e armazenamento</title>
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<name>Buss, Ketlyn</name>
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<updated>2021-08-23T11:41:08Z</updated>
<published>2021-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Avaliação da viabilidade celular de Neisseria gonorrhoeae sob diferentes condições de transporte e armazenamento
Buss, Ketlyn
Introdução: Neisseria gonorrhoeae (gonococo) é uma bactéria patogênica que infecta as mucosas humanas, causando a gonorreia. A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível que causa uretrite em homens e cervicite em mulheres e que, quando não tratada ou tratada incorretamente, pode levar a epididimite, salpingite, doença inflamatória pélvica e a infertilidade. Há cerca de 87 milhões de casos por ano de gonorreia no mundo, e cerca de 9 milhões ocorrem no Brasil, entre pessoas de 15 a 49 anos. Utilizando diversos mecanismos de resistência, o gonococo conseguiu se adaptar e se proteger da ação dos antimicrobianos, adquirindo resistência a todas as classes de antimicrobianos utilizadas e assim levantando a possibilidade de se tornar uma infecção intratável. Com a finalidade de rastrear as cepas resistentes é imprescindível que os países tenham um sistema de vigilância de susceptibilidade antimicrobiana para o gonococo. Objetivo: Analisar a viabilidade celular do gonococo em diferentes condições de armazenamento e meios de transporte. Metodologia: Para avaliar a viabilidade celular em diferentes temperaturas foram usadas 15 cepas de referência de N. gonorrhoeae. A partir do cultivo das cepas congeladas, foram preparadas suspensões bacterianas (escalas de concentração 1 e 2 McFarland), que foram congeladas em -20°C e -80°C. A cada 30 dias, durante 6 meses, as cepas foram cultivadas em meio de cultura adequado e a leitura foi realizada após 24 horas para acompanhamento da viabilidade. Para a análise dos meios de transporte (ESwab – amies líquido - Copan® e Amies com carvão - Copan®) foram utilizadas 4 cepas de referência. Preparou-se uma suspensão bacteriana para cada cepa e os swabs de cada meio foram introduzidos na suspensão e em seguida armazenados em temperatura ambiente. O meio Amies com carvão - Copan® foi analisado após 0h, 4h, 8h, 12 e 24 horas, e o meio ESwab – amies líquido - Copan® foi analisado após 0h, 24h, 48h, 72 e 96 horas, através de cultivo em meio de cultura. Resultados e discussão: As cepas armazenadas em -80°C se mantiveram viáveis por todo o período analisado, mas apenas 53% das cepas armazenadas em -20°C na concentração 1 McFarland estavam viáveis e 80% das cepas na concentração 2 McFarland e, após 60 dias, nenhuma cepa armazenada nessa temperatura estava viável. O meio Amies com carvão manteve todas as cepas viáveis por até 24 horas e o meio ESwab – amies líquido manteve as cepas viáveis por até 72 horas. Conclusão: O armazenamento de isolados de gonococo em temperatura de -20°C não garante a viabilidade após 30 dias, mas a concentração bacteriana no caldo de armazenamento parece influenciar na sobrevivência ao longo do tempo de armazenamento. O meio de transporte amies com carvão (Copan®) mantém a viabilidade celular por no mínimo 24 horas em temperatura ambiente, e o meio ESwab – amies líquido por até 72 horas. Estabelecer as condições necessárias para manter a viabilidade celular de N. gonorrhoeae durante todas as etapas dos estudos de vigilância é muito importante para minimizar custos e perdas de isolados que poderiam ser incluídos nos estudos.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências da Saúde.&#13;
Departamento de Ánalises Clínicas.
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<dc:date>2021-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Efeitos da suplementação oral com extrato seco de romã e óleo de linhaça em marcadores de estresse oxidativo e perfil lipídico de indivíduos com  doença renal crônica em hemodiálise</title>
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<name>Marques, Bruna Soares</name>
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<updated>2021-08-22T02:17:52Z</updated>
<published>2020-08-21T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Efeitos da suplementação oral com extrato seco de romã e óleo de linhaça em marcadores de estresse oxidativo e perfil lipídico de indivíduos com  doença renal crônica em hemodiálise
Marques, Bruna Soares
Introdução: Estresse oxidativo (EO) e a dislipidemia são associados, muitas vezes, a pacientes com doença renal crônica (DRC) submetidos à hemodiálise (HD). Neste contexto, intervenções nutricionais são importantes aliadas para melhora desses quadros. A linhaça (Linum usitatissimum L.) e a romã (Punica granatum L.) possuem compostos antioxidantes, anti-inflamatórios e que podem regular o perfil lipídico. Objetivo: Avaliar marcadores de estresse oxidativo e perfil lipídico de pacientes submetidos à hemodiálise, antes e após a suplementação com óleo de linhaça e extrato seco de romã. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, placebo-controlado e duplo-cego. Foi realizado na Clínica do Rim e Hipertensão Arterial - Clinirim, entre os meses de abril e junho de 2021. Os pacientes foram randomizados em dois grupos: suplementação e placebo. Um grupo recebeu cápsulas orais de 1 g de óleo de linhaça e 1 g de extrato seco de romã duas vezes ao dia por 8 semanas e outro, cápsulas placebo (1 g de óleo de girassol e 1 g celulose microcristalina). Dados clínicos e antropométricos foram coletados no momento inicial do estudo. Foram realizadas as análises de marcadores de estresse oxidativo (MDA, GSH, GSSG e GPx) e perfil lipídico (CT, HDL-c, LDL-c e TG) antes e após a intervenção. Resultados: O estudo iniciou com número de indivíduos homogêneos em cada grupo, no entanto, o número de desistências e pacientes excluídos foi maior no grupo placebo, permanecendo 27 pacientes no grupo suplementação e 23 no grupo placebo. A média de idade foi 58,51 ± 13,28 anos, sendo a maioria do sexo masculino (54%, n=27). Os dados antropométricos basais não diferiram entre os grupos. Foi possível observar uma diminuição do MDA e da GSSG em ambos os grupos. Não houve alteração significativa nos níveis de GSH no grupo suplementado, porém houve diminuição significativa no grupo placebo (p=0,0194). Também houve uma diminuição na atividade da GPx no grupo suplementação (p=0,0054). E a razão GSH/GSSG mostrou um aumento significativo no grupo placebo após o período de intervenção (p=0,0037). A concentração sérica de triglicerídeos reduziu significativamente no grupo suplementação (p=0,0115), após o período de 8 semanas. Conclusão: A suplementação de óleo de linhaça e extrato seco de romã por via oral não apresentou efeito nos parâmetros de estresse oxidativo, mas foi efetivo em diminuir a concentração de triglicerídeos sérico.
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<dc:date>2020-08-21T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Análise do efeito imunomodulatório de compostos obtidos por síntese e semi-síntese sobre células do sistema imune.</title>
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<name>Vieira, Guilherme Nicácio</name>
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<updated>2021-08-19T17:23:04Z</updated>
<published>2021-08-19T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Análise do efeito imunomodulatório de compostos obtidos por síntese e semi-síntese sobre células do sistema imune.
Vieira, Guilherme Nicácio
A inflamação ainda é hoje um dos principais fatores agravantes de diferentes doenças e, como tal, é uma das grandes responsáveis pelo congestionamento de clínicas médicas e atendimento em saúde de forma geral. Diversas células estão envolvidas neste processo, e dentre elas destacam-se os macrófagos. Estas células possuem papel fundamental desenvolvimento, progressão e resolução da inflamação. Hoje, a busca por novos fármacos que tenham ação não somente anti-inflamatória, mas também que modulem a resolução da inflamação vêm sendo bastante estudada. Nesse sentido, compostos que previamente se comprovaram anti-inflamatórios e também, em experimentos prévios, foram capazes de modificar as concentrações de mediadores relacionados à resolução deste processo, com certeza devem ser alvo de pesquisa. Uma classe de compostos que possuem estas características, são os imidazóis, tanto naturais como sintéticos. São moléculas conhecidas pelo seu amplo espectro de efeitos biológicos, incluindo nestes a atividade anti-inflamatória. Devido isso, e a resultados prévios obtidos no grupo de pesquisa coordenado pelo professor Eduardo M. Dalmarco o Fluorofenil-imidazol foi selecionado e utilizado para este estudo. Neste projeto, o foco inicial foi avaliar o efeito imunomodulador do Fluorofenil-imidazol (1-alil-2-(4-fluorofenil)-5-fenil-1H-imidazol-4-acetato de metila) (FFI) sobre a polarização de macrófagos (M1 e M2). Para atingir o objetivo proposto, testes in vitro foram realizados utilizando principalmente técnicas tais como enzima imunoensaio e citometria de fluxo. Os resultados parciais tem mostrado uma importante atividade imunomoduladora in vitro deste composto, isto porque o FFI foi capaz de reduzir a concentração dos metabólitos do óxido nítrico, de citocinas secretadas por macrófagos M1 (MCP-1 e IL-6) e a ativação expressão do receptor de superfície TLR4, característico da população de macrófagos M1. Por outro lado, este mesmo composto aumentou significativamente a concentração de IL-13, além da apoptose celular quando testado em doses não citotóxicas e do marcador de superfície CD-206, característicos de populações de macrófagos M2. Mesmo com dados relevantes, ainda se faz necessário à confirmação desta característica, testando o composto diretamente sobre populações de macrófagos polarizados (M2). Assim, mais experimentos são necessários para entender a fundo o mecanismo de ação imunomodulatória do fluorofenil-imidazol.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina&#13;
Centro de Ciências da Saúde &#13;
Farmácia
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<dc:date>2021-08-19T00:00:00Z</dc:date>
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