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<title>Departamento de Análises Clínicas</title>
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<updated>2026-09-05T18:04:01Z</updated>
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<title>Sistemas nanocarreadores de pequenos RNAs de interferência em combinação com antifúngicos aplicados ao tratamento de ceratite amebiana.</title>
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<name>Almeida, Arthur da Paixão de</name>
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<updated>2020-08-27T02:52:54Z</updated>
<published>2020-08-21T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Sistemas nanocarreadores de pequenos RNAs de interferência em combinação com antifúngicos aplicados ao tratamento de ceratite amebiana.
Almeida, Arthur da Paixão de
Amebas de vida livre do gênero Acanthamoeba são amplamente distribuídas no ambiente e relacionadas a infecções no homem.  A ceratite amebiana (CA) é a infecção mais comum, atinge principalmente usuários de lentes de contato, associado ao mal uso e higienização das lentes e estojo. A CA é uma doença ocular de difícil tratamento, que em casos graves, pode evoluir para a perda de visão. Acanthamoeba spp. apresentam-se sob duas formas em seu ciclo de vida, a trofozoítica, metabolicamente ativa e a cística, resistente em condições desfavoráveis. Sabe-se que o principal esterol presente na membrana de cistos e trofozoítos de Acanthamoeba spp. é o ergosterol, representando 5% do total de lipídios em trofozoítos e 3% em células encistadas. Os tratamentos para CA são inespecíficos, com atividade anti-trofozoíto, e pouco efetivos contra os cistos. O presente trabalho teve como objetivo a aplicação de um sistema nanocarreador de pequenos RNAs de interferência (siRNA) no silenciamento da via de síntese do ergosterol no controle do encistamento de Acanthamoeba castellanii. Nanopartículas (NPs) previamente desenvolvidas por Mello Junior (2016), foram utilizadas para carreamento de siRNAs específicos para silenciamento de uma enzima envolvida na síntese do ergosterol de A. castellanii. A construção das sequências de siRNA seguiram critérios pré-estabelecidos  por Reynolds et al. (2004). Para os ensaios de atividade biológica, padronizou-se o melhor meio para encistamento para A. castelanii T4 (ATCC50492), avaliados nos intervalos de 24, 48, 72, 96 e 144 horas. A citotoxicidade da formulação de NPs foi avaliada frente aos trofozoítos nos meios DMEM, RPMI, PYG e NEM. A viabilidade foi determinada por contagem em câmara de Fuchs-Rosenthal utilizando o corante de viabilidade azul de tripan (0,4%) após os períodos de 24 e 48 horas de incubação. A internalização das NPs e escape endossomal nos trofozoítos foram observados por microscopia confocal. Dos resultados obtidos, o meio NEM foi selecionado como o mais efetivo para indução do encistamento. O meio PYG foi escolhido para ensaios com trofozoítos frente às formulações de NPs, com necessidade de purificação, evitando a formação de agregados. As imagens por microscopia confocal sugerem a eficiência do nanocarreador na internalização das NPs contendo siRNA em A. castelanii. Até o presente momento, este trabalho mostrou a eficiência de um sistema nanocarreador de transportar pequenos RNAs de interferências em A. castellanii, além de padronizar meios de encistamento e avaliar a estabilidade do nanocarreador em diferentes meios. Devido à situação que acomete o Brasil e mundo causado pelo vírus SARS-CoV-2 ,experimentos previstos no plano de atividades foram adiados, visando a segurança e saúde dos pesquisadores, em contrapartida atividades de seminários, trabalhos e discussão de grupo estão sendo realizados via remoto no período de isolamento. Espera-se a realização das próximas etapas previstas no plano de trabalho para obtenção de resultados que demonstrem a eficiência de silenciamento na síntese de ergosterol pelo sistema de NPs proposto, com inibição da formação de cistos e diminuição da viabilidade dos trofozoítos.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Análises Clínicas
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<dc:date>2020-08-21T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Rastreamento, identificação e caracterização molecular de bactérias multirresistentes</title>
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<name>Wolleck, Victor Felipe</name>
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<updated>2020-08-25T17:43:17Z</updated>
<published>2020-08-23T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Rastreamento, identificação e caracterização molecular de bactérias multirresistentes
Wolleck, Victor Felipe
Os microrganismos resistentes aos antimicrobianos (MRA) são responsáveis pelo aumento constante do tempo de internação e das mortes em todo o mundo, constituindo um problema global de saúde pública. Estima-se que ocorram 700 000 mortes anuais em decorrência de MRA, com projeções de até 10 milhões para 2050. Diante disso, a OMS tem apontado a vigilância sobre microrganismos resistentes como uma das suas principais formas de contenção. Nesse contexto, nosso grupo de pesquisa tem realizado projetos de vigilância epidemiológica visando o rastreamento, identificação e caracterização de bactérias de importância clínica com resistência aos antimicrobianos, provenientes de amostras de humanos, animais e ambientes. Como parte de um desses projetos, nesse trabalho apresentamos a caracterização genômica de uma cepa de Pseudomonas aeruginosa fenotipicamente classificada como extensivamente resistente (XDR) aos antimicrobianos e que foi isolada de swab retal de um paciente internado na UTI do HU/UFSC. O sequenciamento do genoma completo foi realizado com tecnologia Illumina em colaboração com a empresa Neoprospecta. Em seguida, predições in silico foram realizadas utilizando ferramentas de bioinformática curadas. Em posse destes dados foi realizada a anotação do genoma, e submissão ao NCBI (VKOE00000000.1). Dentre os resultados obtidos temos, que a cepa encontrada é pertencente à Sequência tipo ST277; além disso, genes que conferem resistência a diversos antimicrobianos foram detectados, tais como: beta-lactâmicos (blaOXA-50, blaOXA-396, blaPAO e blaSPM-1), aminoglicosídeos (aadA7, aac(6')-Ib3, aac(6')-Ib-cr e rmtD), fosfomicina (fosA), fenicol (catB7 e cmx) e fluoroquinolonas (aac(6')-Ib-cr e crpP).Também foram observadas quatro sequências de inserção no genoma, sendo uma delas associada ao gene (fosA). Um artigo científico está sendo escrito para reportar este microrganismo, visto que, tem características poucas vezes observadas no estado de Santa Catarina.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências da Saúde.
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<dc:date>2020-08-23T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Análise dos biomarcadores RE, RP, HER2, Ki67, CK19, CD8 e PDL1 para o diagnóstico, prognóstico e avaliação do risco de metástase em pacientes com carcinoma de mama</title>
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<name>Speer, Douglas</name>
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<updated>2020-08-25T17:25:01Z</updated>
<published>2020-08-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Análise dos biomarcadores RE, RP, HER2, Ki67, CK19, CD8 e PDL1 para o diagnóstico, prognóstico e avaliação do risco de metástase em pacientes com carcinoma de mama
Speer, Douglas
O câncer de mama é responsável por um grande impacto na saúde mundial. Esse é o tipo de câncer mais frequente em mulheres, e afeta milhões de pessoas no mundo, com uma taxa de mortalidade alta. Trata-se de uma doença heterogênea, composta por distintos subtipos histológicos e biológicos, os quais representam diferentes formas clínicas e de evolução da doença, e, assim, acarretam em desafios quanto ao diagnóstico e tratamento da mesma. Atualmente, o diagnóstico do câncer de mama requer o uso da avaliação imuno-histoquímica da amostra do tecido mamário, porém, algumas limitações estão associadas ao seu uso, como o tempo longo de processamento, uso limitado de marcadores por amostra e quantidade baixa de células analisadas. Assim, novas ferramentas de diagnóstico laboratorial são necessárias para auxiliar o diagnóstico precoce, como o uso de tecnologias inovadoras e de biomarcadores adequados, que possibilitam a tomadas das melhores condutas clínicas. Nesse contexto, a citometria de fluxo é uma metodologia rápida, eficiente e precisa que pode contribuir com os requisitos citados acima. Recentemente, alguns biomarcadores de diagnóstico e prognóstico, como o PDL1, PD1, CTLA-4, CK19 e o CD8 vem sendo investigados em pacientes com câncer de mama, mas associações entre esses biomarcadores ainda não foram investigadas. Assim, o objetivo do projeto é avaliar a importância da análise conjunta dos biomarcadores RE, RP, HER2, Ki67 com o CK19, CD8, PDL1, PD1 e CTLA-4 para o diagnóstico, prognóstico e avaliação do risco de metástase em pacientes com câncer de mama; e do plano de atividades do bolsista foi validar a imunofenotipagem por citometria de fluxo dos biomarcadores CK19 e PDL1 para a investigação de diagnóstico e prognóstico para o câncer de mama. Para atingir esses objetivos, foi realizada a titulação e validação dos anticorpos anti-CK19 e anti-PDL1 em células de linhagem de câncer de mama MDA-MB-231 e MCF-7. Para a marcação das amostras foi utilizada a técnica de marcação direta de antígenos de superfície e para as proteínas intracelulares (CK19) foi utilizada a técnica de marcação intracitoplasmática com o auxílio do kit FIX&amp;PERM®. Além disso, foi avaliada a sensibilidade de recuperação de células neoplásicas PDL1+ no sangue periférico pelos métodos de Ficoll-hypaque e Bulk-lysis. Os resultados mostram que após marcação com o anti-PDL1 causou aumento de aproximadamente quatro vezes da intensidade de fluorescência média (IFM) nas células MC7 marcadas em relação ao controle de células não marcadas (controle negativo) com um volume de 20 µL. Já a marcação das células MCF-7 com 2,5 µL e 5,0 µL de anti-CK19 mostrou um aumento aproximado do IFM de 59 e 65, respectivamente, em relação ao controle. Assim, optou-se pela utilização de 2,5 µL desse anticorpo, pois as células positivas ficaram bem separadas das negativas (controle). Em relação a padronização de células CK19 e PDL1 positivas no sangue periférico para investigação de êmbolos neoplásicos na circulação periférica, foi observado que a metodologia Bulk-lysis foi mais eficiente para detectar as células neoplásicas circulantes. Por fim, foi possível validar o uso da concentração de 20 µL para o anticorpo anti-PDL1 e de 2,5 µL para o anticorpo anti-CK19. O Bulk-lysis foi selecionado como a metodologia a ser utilizada para a detecção de êmbolos neoplásicos na circulação periférica, e definido a aquisição de pelo menos 5 x 106 de eventos em cada tubo. Após essa etapa de padronização, os biomarcadores poderiam ser avaliados em amostra de pacientes, entretanto, em virtude da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) houve a paralização das coletas de amostra no Hospital Universitário/UFSC/EBSERH.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Análises Clínicas
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<dc:date>2020-08-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Influência da erva-mate (ilex paraguariensis st. Hil.) na absorção do ferro alimentar em portadores de hemocromatose hereditária</title>
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<name>Ramos, Hanna Pillmann</name>
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<updated>2020-08-25T00:59:54Z</updated>
<published>2020-08-20T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Influência da erva-mate (ilex paraguariensis st. Hil.) na absorção do ferro alimentar em portadores de hemocromatose hereditária
Ramos, Hanna Pillmann
Embora a erva mate (Ilex paraguariensis) seja abundantemente consumida no Brasil, poucos estudos visam demonstrar a sua potencial contribuição no auxílio ao tratamento da hemocromatose hereditária (HH). A HH é uma doença caracterizada pelo aumento da absorção do ferro alimentar e depósito de ferro nos tecidos. No projeto anterior, demonstramos o efeito quelante de ferro in vitro da erva mate. Assim, no presente estudo foi avaliado o efeito da erva mate na absorção do ferro dietético em pacientes com HH e em indivíduos saudáveis. Foi realizado um estudo randomizado, controlado e cruzado com pacientes com HH e um estudo piloto com participantes saudáveis. Em três distintos momentos (fases), os participantes ingeriram uma refeição padronizada com 11,4 mg de ferro e 200 mL de i) água (controle), ii) infusão de Ilex paraguariensis ou iii) suspensão de Silybum marianum, com intervalo mínimo de sete dias entre cada fase. Amostras de sangue foram coletadas imediatamente antes da refeição teste e 1, 2, 3 e 4 h após a ingestão. No estudo piloto, a ingestão da refeição rica em ferro aumentou significativamente a concentração de ferro sérico nos participantes (área sob a curva (AUC; média ± EPM) AUC(0-4h) 608.9 ± 194.4 µmol.min-1.L-1), e teve diminuição de 81% com a ingestão da infusão de Ilex paraguariensis e de 36% com a ingestão da suspensão de Silybum marianum. Igualmente, foi possível observar diminuição significativa no ferro sérico dos participantes com HH após a ingestão da refeição e da infusão de Ilex paraguariensis (AUC 173.3 ± 44.7 µmol.h-1.L-1), comparado com os participantes que ingeriram água (AUC 1449.4 ± 241.5 µmol.h-1.L-1) ou a suspensão de Silybum marianum (AUC 2195.2 ± 399.9 µmol.h-1.L-1) (p ≤ 0.001). Dessa forma, é possível concluir que a ingestão de uma infusão de Ilex paraguariensis diminuiu significativamente a absorção de ferro alimentar em indivíduos saudáveis ou pacientes com HH, podendo ser considerada uma opção adjuvante no tratamento da HH.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Análises Clínicas
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<dc:date>2020-08-20T00:00:00Z</dc:date>
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